quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Educação Brasileira


Alguns assuntos para mim ao longo do tempo se tornaram grandes tabus, normalmente referentes sobre algumas classes profissionais, como o professor, médico ou advogado. Porém, este texto visa à percepção sobre a educação de uma forma geral. Vejo muitos alunos universitários falarem de investimento, e comecei a pensar, investimento? Agora universidade se tornou bolsa de valores? Onde está a ética profissional? O comprometimento social? Eles deixaram de ser importante, para visar o investimento? Significa que estudar quatro anos ou mais em uma universidade, é como investir em ações, visando um lucro excepcional? As respostas para estes questionamentos vêm lá do passado.

Quando se fala em qualidade de ensino que o Brasil não tem, se fala dos “baixos” salários dos professores, já que eles fizeram um “investimento” de quatro anos na faculdade. Pior de tudo, é quando afirmasse sobre a importância do professor. Quero adverti-los que você está agora sobre um teto com toda a macrodrenagem necessária para uma vida saudável e confortável devido vários profissionais, como o pedreiro e o lixeiro, antes que diga sobre “investimento” universitário, lembre-se uma premissa de que nem todos possuem a mesma oportunidade. A fome é imediata, a sede é imediata, a dor é imediata, nem um deles irá esperar você se torna competente para se tornar um bom profissional bem remunerado. Não julgue os outros com argumentos tolos de que todos tem oportunidade, que ele fez por que quis. Não compare sua vida bem alimentada, bem saciada, com a de quem não tem nada, vivendo em casas que mal comportam três pessoas, e ainda assim, compartilham com dez delas.

Professor é importante? A resposta é clara, o professor é tão importante, quanto o médico, o advogado, o pedreiro, o lixeiro... Até que a máquina supra o ser humano, cada profissão tem sua importância social, por isso, todos devem está comprometidos com ela, e a ética de fazer tudo com zelo. Porém, no Brasil, não irei citar outros países, pois sou brasileiro, não existe o ensino da cidadania, e a ética e o comprometimento vão por água baixo. O ENEM, os vestibulares e métodos de avaliar o aluno, em nenhum momento avaliam sua ética e cidadania, dessa forma, pessoas “impróprias” se formam como médicos, professores, advogados, engenheiros civis, visam apenas o “investimento”, esquecendo-se de seu comprometimento profissional, levando a erros, que trazem grandes mazelas à sociedade. Sabe isso acontece, porque, faculdade não é para lhe tornar um profissional zeloso e competente, mas sim uma bolsa de valores que você faz investimentos esperando resultados, nos quais você não se importa de atropelar os direitos alheios para obtê-los.

Tudo acontece no passado, e não no presente. Sabe aquele seu colega possuidor de grandes bens materiais, onde o pai e mãe omissos zelam unicamente pelo seu conforto, ignorando por completo a disciplina. Não lembrou! Vou tentar lhe ajudar, aquele colega que passa por cima de seus direitos, lhe causando dor física e psicológica, levando professores a buscar psicólogos. É aquele colega repulsivo dotado de poder financeiro e social que todos invejam devido sua classe social, ao mesmo, que detestam por sua falta de cidadania. Esse colega é o que mais possui chances de se torna um médico ou advogado, porque ele possui recursos ao ensino científico, o único avaliado para se tornar estes profissionais. Agora lhe pergunto, ele é realmente competente para salvar vidas ou impedir injustiças com tantos desvios sociais e mentais na infância? Bem, deixarei a resposta para você, agora se pergunte, a educação está o que está, porque o professor recebe “mal”? Não sei não!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Cérebro e Teatro


Deus e Diabo! Anjo e Demônio! Ego e Superego! Sorte e Azar! Este é o grande teatro da mente humana, pois tudo se originou dela. Você já se perguntou a si mesmo, quem veio primeiro, a galinha ou o ovo? E provavelmente não vai ter muito que responder. O mesmo ocorre quando pensa sobre a origem do Universo. Porém, você já parou para pensar, se tudo isso não são limitações de nossa própria mente, presa a crenças e leis da física? A mente humana é a nossa dádiva, ao mesmo, que se torna nosso algoz. “Pare um pouco, e pense”, isso não existe, pois não é você que dita às regras do jogo, e sim seu cérebro, ele é o grande ditador da sua vida, ele ti faz ter fé, alimenta teu orgulho, machuca em profunda dor e controla as tuas escolhas.

A nossa mente constantemente nos prega peças, criando grandes teatros da sua própria vida, fazendo acreditar em memórias nunca existentes. As falhas assumem grandes carnavais da loucura, do sofrimento, de sentimentos exaltados. O ser humano se pergunta, o cachorro é capaz de amar? O cachorro não se faz perguntas, simplesmente ama, porque ele não vive esse faz de conta, das grandes armações do raciocínio... Lógico? Ou seria melhor dizer, desse raciocínio ilógico! Às vezes penso eu, quem é mais evoluído? Nós com toda nossa complexidade racional, assumindo diversos papéis, entre os limites da loucura e sanidade, ou os irracionais em todo seu extinto e respeito a sua própria existência?

Acredito em fim, que nós não usamos toda nossa capacidade racional. Contudo, não estou falando de poderes da mente, como telepatia, mas algo similar ao seu HD, cheio de arquivos inúteis que você jura fazer bom uso deles. E assim como nossos conhecimentos e memórias, que entopem nossas mentes de importâncias fajutas, e doenças que nos impede de crescer como sociedade. Aos crentes, digo, análise nossa sociedade e veja realmente o quanto ela evoluiu, quando você mesmo se vê envolvido de particularidade retrógado ainda insolúvel, em toda sua passividade em erros.

É meu amigo, você é mais escravo do que líder, mas inocente do que esperto, pois o seu verdadeiro inimigo é muito mais íntimo do que você imaginou, está ele nesse momento, me manipulando a pensar, a ser “racional”, ou diria eu, está mais aqui para atrapalhar, já que não sou capaz de coloca-lo em seu devido lugar. Dá um tempo cérebro, precisamos descansar de você por um tempo.

sábado, 10 de novembro de 2012

Matemática da Importância

Quando penso sobre as pessoas, sobre seus filhos, sobre a sociedade, me pergunto de onde vem nossa importância a este mundo? Por que, nos qualificamos acima de tudo e todos? Bem, ao ignorar os nossos instintos de sobrevivência, seria bem difícil encontrar repostas a estes questionamentos. Dessa forma, imaginei na quantificação disso, e criei a matemática da importância.

Diga não ao aborto! Mesmo que isso signifique milhões de vidas sacrificadas, hora que relevância tem, a matemática é simples 1x = 1.000.000, onde x é nossa hipocrisia, nossa incompetência de perceber o que realmente somos neste mundo, mamíferos, cheios de células, mais uma vida nesse planeta. Aos entusiastas defensores da vida, me responda, se a vida é importante, se temos alma, o que fez você comer aquele filé no fim de semana? Ou ter comido o vegetal que custou centenas de moradias aos seres vivos que morreram por não conseguir se adaptar a sua nova condição? Tá, eu vou preferir não ouvir sua resposta, pois você deve ter uma, todos temos boas justificativas, só precisamos de alguns minutos pensando.

Diga não a eutanásia! Não sou eu que estou sofrendo, então deveria eu o deixar morrer? Unicamente por meu egoísmo de não permitir que meu ente morra, para que possa me contemplar com sua presença me evitando dias ou meses, e até mesmo anos, de sofrimento. A matemática também é simples, onde 1x = y, onde x é o sofrimento de uma pessoa e y o egoísmo de seus entes. Vidas são perdidas a todo o momento, mas não devo tirá-las em nome do conforto e do livramento da dor? Não sei não, mas sua concepção de vida parece um pouco frustrada, quando você diz não a essa pergunta, dizendo não a eutanásia.

Eu digo sim! A uma ciência que criei humanos para fins de pesquisa e estudo, uma ciência que gere crianças em laboratório para descobertas sobre nosso próprio corpo. Pois, atualmente isso já acontece você sabia? Quando existem guerras no mundo, o inimigo é visto como rato de laboratório, e muitos experimentos são realizados, dessa forma, a ciência conseguiu progredir bastante. Se você é amante das guerras aguarda a próxima grande guerra para a ciência evoluir, vá em frente, a matemática é simples, 1.000.000 = x, onde x significa futuro e o valor atribuído o sacrifício dos inimigos, malditos terroristas...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Desabafo


Jesus deve ter sido um homem formidável, mas ainda assim, foi um humano, com seus defeitos e falhas, ele ainda era um homem. Suas afirmativas filosóficas e metafóricas causam diversos entendimentos até hoje. Porém, não esquecemos que eram necessárias, até mesmo envolver o misticismo, para poder resgatar um povo miserável. Não se engane em crenças, Jesus foi crucificado como muitos daquela época, por um governo imperialista. Seu papel não foi pequeno na sociedade em que vivia, mas não há divindades, e sim humanos lutando por interesses sociais.

Não sou contra o idealismo religioso como um todo, o que me incomoda é a fragilidade humana em aceitar a mística idéia de forças superiores ao invés de voltar suas atenções a sua própria miséria, a omissão diante dos fatos, enquanto muitos sofrem neste mundo. Se você tem fé em Jesus, faça como ele, e revolucione um povo na crença da esperança contra as mazelas que vivem em suas rotinas, mas não será mais necessário o místico, pois a sociedade se modernizou, e as pessoas procuram coerências, não ficções.

Quando pararmos de almejar a incerteza de uma pós vida, e deslumbrarmos da paisagem desse mundo em que vivemos, e desfrutar cada momento ao lado de seus irmãos de espécie, poderemos enfim, dá lógica a utopia humanista, de que todos são um conjunto, chamado sociedade, que luta em prol dela mesma, tingindo a forma mais correta, com fé e compaixão, de que tudo pode ser compartilhado junto aos outros seres que aqui vivem e diria eu, são nossos primos.

Nós somos apenas mamíferos, do reino animal, não somos maiores que os outros mamíferos, somos apenas abençoados com o nosso racional privilegiado. Não é deus que dará importância a vida que levamos, não é ele que muda as pessoas, ou causa milagres, mas nossa fé em nós mesmos e de nossas capacidades, de construirmos juntos o que mais importa, uma vida sem arrependimentos junto a todos, quebrando os limites do separatismo entre nações, de um contexto tolo e individualista que representa a dor e o flagelo de nossa sociedade.