Jesus deve ter sido um homem
formidável, mas ainda assim, foi um humano, com seus defeitos e falhas, ele
ainda era um homem. Suas afirmativas filosóficas e metafóricas causam diversos
entendimentos até hoje. Porém, não esquecemos que eram necessárias, até mesmo
envolver o misticismo, para poder resgatar um povo miserável. Não se engane em
crenças, Jesus foi crucificado como muitos daquela época, por um governo
imperialista. Seu papel não foi pequeno na sociedade em que vivia, mas não há
divindades, e sim humanos lutando por interesses sociais.
Não sou contra o idealismo
religioso como um todo, o que me incomoda é a fragilidade humana em aceitar a
mística idéia de forças superiores ao invés de voltar suas atenções a sua
própria miséria, a omissão diante dos fatos, enquanto muitos sofrem neste
mundo. Se você tem fé em Jesus, faça como ele, e revolucione um povo na crença
da esperança contra as mazelas que vivem em suas rotinas, mas não será mais
necessário o místico, pois a sociedade se modernizou, e as pessoas procuram
coerências, não ficções.
Quando pararmos de almejar a
incerteza de uma pós vida, e deslumbrarmos da paisagem desse mundo em que
vivemos, e desfrutar cada momento ao lado de seus irmãos de espécie, poderemos
enfim, dá lógica a utopia humanista, de que todos são um conjunto, chamado
sociedade, que luta em prol dela mesma, tingindo a forma mais correta, com fé e
compaixão, de que tudo pode ser compartilhado junto aos outros seres que aqui
vivem e diria eu, são nossos primos.
Nós somos apenas mamíferos, do
reino animal, não somos maiores que os outros mamíferos, somos apenas
abençoados com o nosso racional privilegiado. Não é deus que dará importância a
vida que levamos, não é ele que muda as pessoas, ou causa milagres, mas nossa
fé em nós mesmos e de nossas capacidades, de construirmos juntos o que mais
importa, uma vida sem arrependimentos junto a todos, quebrando os limites do
separatismo entre nações, de um contexto tolo e individualista que representa a
dor e o flagelo de nossa sociedade.
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